Entender seu grupo tarifário é o primeiro passo para saber se sua empresa pode migrar para o Mercado Livre de Energia.
O que é Grupo A
Reúne consumidores de média ou alta tensão — indústrias, grandes comércios, hospitais e órgãos públicos. Tem estrutura tarifária própria, com componentes como a demanda contratada.
Como saber se sua empresa é Grupo A
Olhe a fatura: contas de Grupo A trazem “demanda contratada” e tarifas por horário. Se não menciona esses termos, provavelmente é Grupo B.
Quem pode migrar
As regras têm ficado mais permissivas e boa parte do Grupo A já pode migrar. O caminho seguro é um diagnóstico do consumo. Veja o que é o Mercado Livre.
Perguntas frequentes
Empresas pequenas podem ser Grupo A?
Sim. O que define o grupo é a tensão de ligação e a demanda contratada, não o porte.
Quer saber se já pode migrar? Simule pela UC Livre e receba um diagnóstico.
Documentos para iniciar o diagnóstico
- Últimas faturas de energia (idealmente 12 meses)
- Contrato de fornecimento vigente
- Dados de demanda contratada, se disponíveis
Com esses dados, é possível iniciar uma análise de elegibilidade e estimar, de forma responsável, o potencial de economia para o seu caso — sempre com base no consumo real, não em projeções genéricas.
Grupo A e Grupo B: a diferença na prática
A classificação em Grupo A ou Grupo B tem a ver com a tensão em que a unidade é atendida. O Grupo B reúne consumidores de baixa tensão — a maioria das residências e pequenos comércios —, com uma tarifa mais simples. O Grupo A reúne consumidores de média e alta tensão, como indústrias, grandes comércios, hospitais e órgãos públicos, e tem uma estrutura tarifária mais complexa, que separa o custo da energia consumida do custo da demanda contratada. É justamente essa complexidade que abre espaço para economia quando a contratação é bem feita.
O que é demanda contratada
Um dos componentes exclusivos do Grupo A é a demanda contratada: a quantidade de potência (em kW) que a empresa reserva junto à distribuidora. Se a demanda contratada estiver mal dimensionada — para mais ou para menos —, a empresa pode estar pagando por capacidade que não usa ou sofrendo multas por ultrapassagem. Revisar esse ponto costuma ser uma das primeiras oportunidades de redução de custo, independentemente da migração para o Mercado Livre.
Elegibilidade: como as regras evoluíram
As regras de elegibilidade para o Mercado Livre de Energia foram sendo flexibilizadas ao longo dos anos. Hoje, uma parcela relevante dos consumidores do Grupo A já pode migrar, e o mercado tende a se abrir ainda mais. Ainda assim, elegibilidade não é sinônimo de vantagem automática: cada caso precisa ser avaliado individualmente, considerando o perfil de consumo, os contratos vigentes e as condições de mercado. Um diagnóstico específico é o que transforma “posso migrar” em “vale a pena migrar”.
Decidir com comparação e neutralidade
Depois de confirmar a elegibilidade, o passo seguinte é comparar propostas de diferentes fornecedores — algo que um marketplace neutro facilita ao colocar as opções lado a lado, com critérios claros. A economia, quando o caso permite, costuma ficar em uma faixa de 15% a 35%, sempre a partir de dados reais de consumo. Mais importante do que buscar o menor preço isolado é entender o contrato como um todo: prazo, flexibilidade e segurança operacional.
Vale reforçar um ponto que costuma gerar dúvida: migrar para o Mercado Livre não significa trocar a distribuidora nem correr risco de ficar sem energia. A distribuidora local continua responsável pela rede e pela entrega física — o que muda é apenas de quem a empresa compra a energia. Com esse entendimento e um diagnóstico bem feito, a decisão de migrar deixa de ser um salto no escuro e passa a ser uma escolha fundamentada.

